Enfim!
(...)
Diz-me se naquele instante,
Em que te vi meiga e bela,
Quando tu, formosa estrela,
Te elevaste no meu céu,
Uma voz misteriosa,
Prendendo-te em doce enleío,
Segredar-te ao ouvido veio:
"Ama! Teu dia nasceu!"
(...)
Acorda pois, ó minh'alma,
Chegou enfim a tua festa;
E qual se adorna a floresta
Da manhã ao grato alvor,
Veste também tuas galas,
O teu mais florido manto,
E leva um sentido canto
Ao sol da vida, ao amor.
(...)
Diz-me se naquele instante,
Em que te vi meiga e bela,
Quando tu, formosa estrela,
Te elevaste no meu céu,
Uma voz misteriosa,
Prendendo-te em doce enleío,
Segredar-te ao ouvido veio:
"Ama! Teu dia nasceu!"
(...)
Acorda pois, ó minh'alma,
Chegou enfim a tua festa;
E qual se adorna a floresta
Da manhã ao grato alvor,
Veste também tuas galas,
O teu mais florido manto,
E leva um sentido canto
Ao sol da vida, ao amor.
Júlio Dinis
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