É esta confusão que se faz demonstrar. A desorganização que estou a ser.
Tudo é repentino, as situações, as pessoas, os locais desconhecidos até então, e tudo surge sem se pedir, sem se esperar. Não pensando em nada de especial mas notando um certo desconforto em não saber como agarrar as coisas, como encarar as provas e obstáculos.
Terei que sair de mim para me entender. Fazer algo que me leve para outro lugar.
Neste sábado passado, pediram-me que num bocado de papel escrevesse em uma única palavra o que me identifica.
Escrevi "Dança".
Foi o que primeiro me veio à memória, também porque tinha acabado de ser exibido um vídeo onde eu aparecia a dançar (numa pequena demonstração). Fiquei super envergonhada, mas naquela altura, onde foi e com quem foi, estava tranquilissima. Quando danço é a altura em que a vergonha fica fora de palco, quem veja, quem comente pouco me importa..
Não me exibo (e isso está fora, pois se danço é para me divertir, para divertir, ou só para mim e comigo mesma) é o que me faz sentir realmente bem.
E voltando, a dança descreve-me (na minha auto-análise) em vários sentidos. É diversificada, alegre, expontânea, quando não é alegre mostra um sentimento de libertação da raiva, do ódio (Passodoble), ou um divertimento exótico e explosivo (Samba), uma sensualidade exuberante (Cha-cha-cha), descontração e juventude (Jive), uma paixão ardente cheia de gestos e sensações (Rumba), ou um sentimento de provocação e frenética sedução (Tango), ou uma delicadeza, suave e elegante (Valsa).
Defino-me desta(s) formas, sou versátil mas única, diferente mas insegura, contudo simples e sincera.
Fica o sentimento de momento: indefinido.
Um misto de desespero, esperança, iniciativa, paixão e mistério.
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